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Chichuá, xixuá [1]

Enviado por Sergio Sigrist em sex, 01/04/2016 - 1:01pm
Nome científico: 
Maytenus guyanensis Klotzsch ex Reissek
Família: 
Celastraceae
Sinonímia científica: 
Maytenus guyanensis f. crenulata Steyerm.
Partes usadas: 
Casca do tronco, raiz.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Triterpenos lupânicos (ácido betulínico e seus derivados), triterpenos friedelanos, fenoldienonas, proantocianidinas, alcaloide sesquiterpênico (maitenina), polifenóis.
Propriedade terapêutica: 
Analgésico, anti-inflamatório, afrodisíaco, relaxante muscular, antirreumático, antidiarreico, antioxidante.
Indicação terapêutica: 
Artrite, impotência, resfriado, bronquite, hemorroidas, rim inchado, erupções de pele, prevenção do câncer de pele.
tags: 
Reumatismo - artrite - artrose - dor articular [2]
Impotência sexual [3]
Resfriado [4]
Hemorroidas [5]
Doença do rim [6]
Infecção da pele [7]

​Nome em outros idiomas

  • Espanhol: chuchuhuasi (Peru, Colômbia)

Descrição
​Chichuá é espécie arbórea, atinge de 20 a 30 m de altura. Endêmica de terra firme na Amazônia.

Uso popular e medicinal

Raíz e caule de chichuá são utilizados como analgésico, anti-inflamatório, afrodisíaco, relaxante muscular, antirreumático e antidiarréico. A espécie é indicada no tratamento de artrite, impotência, resfriado, bronquite, hemorroidas, rim inchado, erupções de pele, prevenção do câncer de pele, entre outros.

Nativos da região amazônica fazem a extração do óleo de chichuá fervendo a casca do tronco da planta até o cozimento. Quando o volume é reduzido pela metade o extrato é retirado do fogo, sendo então utilizado oral ou topicamente [3]. 

O óleo de chichuá tem aplicação cosmética devido as suas propriedades relaxante, anti-inflamatória e analgésica, podendo servir como um aditivo em óleos de massagem e cremes para a noite. O óleo é também antioxidante, característica valiosa tendo em vista a crescente procura por produtos naturais contra o envelhecimento [3].

Estudos realizados em 2000 para registro de patente relacionam a utilização de compostos contendo substâncias retiradas de grupos de derivados triterpenos oleânicos, lupânicos ou ursânicos e sais de suas misturas para a regulação do crescimento do cabelo. Esta composição é utilizada topicamente. Dentro do grupo dos triterpenos lupânicos é utilizado o ácido betulínico, betulônico ou o betulin e seus derivados. Estas substâncias encontram-se presentes nesta espécie e podem ser extraídas [3].

Outros estudos relatam a presença de fenoldienonas (tingenona, 22hidroxitingenona – 0,12% sendo 0,06% de cada), uma catequina (4-metil-(-)epigallocatequina – 0,15%) e proantocianidinas (proantocianidina A e B – 0,25%). São os principais responsáveis pelos efeitos anti-inflamatório e antitumoral. A espécie guianensis possui a catequina específica e a proantocianidina A em sua composição. Além disso, um alcaloide sesquiterpênico chamado maitenina tem contribuído para a propriedade antitumoral do óleo.

A propriedade antioxidante é atribuída aos polifenóis presentes na espécie. E ainda aos triterpenoides ursânicos, lupânicos e oleânicos, que contribuem para proteger a pele contra desgastes externos (atrito, ressecamentos etc.) por induzir a síntese de colágeno, que contribui para melhorar a elasticidade da pele [3]. 

A espécie possui na madeira do tronco: 4-O-metil-(-)-epigalocatequina, proantocianidina A, dulcitol, sitosterol, ß-sitosterona, friedelan-3,7-diona; N,N-dimetilserina e um alcaloide (maitenina) [3].

Um trabalho pioneiro demonstrou a citotoxicidade, efeito antioxidante e potencial atividade de proteção solar na região da luz UVB de extratos da casca de M. guyanensis [2].

Um estudo fitoquímico de M. guyanensis apontou o isolamento e identificação de 5 triterpenos da classe dos friedelanos. Foram isolados 3 triterpenos pentacíclicos: 3-oxofriedelano, 3ß-hidroxifriedelano e 3-oxo-16 ß-hidroxifriedelano, todos da série friedelano. Triterpenos friedelanos são característicos do gênero Maytenus. Segundo os autores, o isolamento destes metabólitos secundários contribui para o conhecimento quimiotaxônomico do gênero, em especial, de M. guyanensis [1].

 Dosagem indicada [4]

Artrite, reumatismo. Fazer a decocção de uma parte da casca de cerca de 5 cm em 2 litros de água. Ferver até reduzir pela metade. Tomar uma xícara (chá) 3 vezes ao dia, durante uma semana.

Auxiliar no tratamento de artrite, impotência, reumatismo, tumores (pele). Usam-se o pó da casca. Tomar uma colher de chá (3 g) misturado com água ou suco de frutas, 3 vezes ao dia. Tem também ação analgésica, anti-inflamatória e afrodisíaca.

Relaxante muscular. A tintura é citada como relaxante muscular em casos de artrite e reumatismo.

​ Referências

  1. Congresso Nacional de Botânica (2013): Triterpenos friedelanos isolados do eluato hexânico da entrecasca de Maytenus guyanensis [8] - Acesso em 3 de abril de 2016
  2. Acta Amazonica (2006): Antioxidant, cytotoxic and UVB-absorbing activity of M. guyanensis bark extracts [9] - Acesso em 3 de abril de 2016
  3. ARAUJO, V. F. et. alli. Plantas da Amazônia para produção cosmética. Universidade de Brasília (UNB-DF), Instituto de Química. 2005.
  4. Ervas da Amazônia: Chichuá em pó [10] - Acesso em 3 de abril de 2016
  5. Imagem: Vascular Plants of the OSA [11] (Author: R. Aguilar) - Acesso em 3 de abril de 2016
  6. The Plant List: Maytenus guyanensis [12] - Acesso em 3 de abril de 2016

GOOGLE IMAGES de Maytenus guyanensis [13] - Acesso em 3 de abril de 2016

 

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