Burututu

Abas primárias

Nome científico: 
Cochlospermum angolense Welw. ex Oliv.
Sinonímia científica: 
Maximilianea angolensis (Welw. ex Oliv.) Kuntze
Família: 
Bixaceae
Partes usadas: 
Raiz, cascas.
Princípio ativo: 
Quinonas, catequinas, fenóis, bioflavonóides.
Propriedade terapêutica: 
Altamente purificante e desintoxicante.
Indicação terapêutica: 
Melhora a circulação sanguínea, reduz a taxa de colesterol e normaliza a tensão arterial. Problemas do fígado e da vesícula. Em lavagens externas esta raíz é muito eficaz em casos de herpes, chagas e afecções da pele.

Origem
Originário da África (Angola), na medicina tradicional é usado por homens e mulheres para tratamento do fígado e outras doenças relacionadas. Colonizadores da África adotaram o suco como medida preventiva para várias enfermidades como malária, hepatite e icterícia.

Uso medicinal
A árvore burututu (Cochlospermum angolensis) possui uma riqueza de propriedades curativas, especialmente dentro da casca da planta. Conhecido como o "presente da natureza para o fígado", a caca de burututu tem sido usada pelas sociedades tradicionais para problemas relacionados ao fígado, vesícula biliar e uma vasta gama de distúrbios gastrointestinais. Tem sido bem sucedido no tratamento de hepatite, cólicas biliar e icterícia.

A casca também é comumente usada em muitos países da América Latina como um elemento de desintoxicação geral, limpeza no estômago, trato urinário e do baço. O extrato de casca de borotutu é também empregado em lavagem externa, ajudando a curar doenças como herpes, feridas na pele e outras doenças dérmicas.
 
Através do uso gradual desta erva, o corpo passa por um processo de desintoxicação sistemática, em que o sangue inteiro é renovado, melhorando a capacidade do corpo de assimilar alimentos, bem como o equilíbrio de secreções glandulares.
 
Com uma substância anti-oxidante rica, esta casca atua como um mecanismo de proteção para as células. Estudos bem documentados mostram que os antioxidantes ajudam o corpo na desintoxicação e na prevenção de doenças tais como o cancro, aterosclerose, doença de Alzheimer e artrite. A atividade antioxidante desta casca pode ajudar o corpo a se proteger contra as influências negativas externas de poluição, fumo, álcool, estresse geral, excesso de raios UV, radiação e produtos químicos tóxicos em nosso ar, água e produtos em geral.
 
A ingestão dessa casca pode influenciar grandemente a fluidez do sangue. A sua ação específica de purificador deve-se a presença de bioflavonóides, que favorecem a circulação do sangue e potencializa a ação do fígado, permitindo uma redução da taxa de colesterol ao mesmo tempo que ocorre uma normalização da tensão arterial. 
 
Estudos científicos mostram que esta erva é um excelente sudorífico. Também tem sido usada como um remédio para a malária. Um estudo concluiu que o extrato de casca de burututu mostrou "notável atividade contra o Plasmodium berghei, um parasita comum da malária. Outro estudo descobriu que extratos de burututu, tradicionalmente utilizados no norte da Nigéria para tratar a icterícia, tinha mecanismo hepatoprotetor surpreendente (a capacidade para evitar danos no fígado).
 
 Precauções, contraindicações
Como toda planta medicinal, deve-se tomar sob a orientação de um fitoterapeuta credenciado. Consulte um médico para contra-indicações com casca de burututu em caso de gravidez, amamentação ou se estiver tomando medicamentos alopáticos. 
 
Composição do óleo essencial 
A composição química dos óleos essenciais obtidos a partir de folhas e raízes da Cochlospermum angolense foi analisada por cromatografia gasosa capilar (GC) e cromatografia / espectrometria de massa de gás (GC-MS). A investigação levou a identificação de 67 e 130 compostos das folhas e raízes, respectivamente. Ambos os óleos foram fortemente caracterizados  pela presença de sesquiterpenos (68,8% nas folhas e 53,2% nas raízes), enquanto monoterpenóides estavam presentes em percentagens menores (9,8% nas folhas e 26,2% na raiz).
 
Os constituintes principais das folhas foram germacreno D (9,4%), alfa-cadinol (7,4%) e 10-epi-cubenol (6,2%), enquanto que os compostos mais abundantes do óleo essencial da raiz foram os sesquiterpenos beta-cariofileno (19,7 %) e isoborneol (6,6%). A análise por HS-SPME das raízes, folhas, frutos e sementes, foram também relatadas. Diferentes perfis voláteis foram detectados.
 
 Referências

GOOGLE IMAGES de Cochlospermum angolense
 

Galeria: